Kylian Mbappé

Deschamps acalma França: lesão de Mbappé no tornozelo é leve antes da semifinal

Deschamps acalma França: lesão de Mbappé no tornozelo é leve antes da semifinal

A França assegurou vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 após eliminar o Marrocos, mas a maior preocupação do torcedor francês no pós-jogo não foi o resultado em si - foi o momento em que Kylian Mbappé deixou o gramado antes do apito final. O técnico Didier Deschamps, no entanto, rapidamente tratou de tranquilizar o mundo: o capitão da seleção sofreu apenas um pequeno problema no tornozelo, sem gravidade que comprometa sua presença nas próximas fases. A decisão de substituí-lo foi, segundo o treinador, predominantemente preventiva.

"Kylian tem um pequeno problema no tornozelo. Ele estava sentindo dor", afirmou Deschamps em entrevista após a partida, deixando claro que o otimismo prevalece dentro do grupo francês. A França, que avança para sua terceira semifinal consecutiva de Copa do Mundo, segue como uma das grandes candidatas ao título - e sabe que depende diretamente da presença do atacante do Real Madrid para manter esse nível. Vale lembrar que o torneio segue sendo disputado com altíssima intensidade por diversas seleções europeias: a Croácia lidera o ranking na Copa em número de jogadores da Serie A italiana ainda vivos na competição, o que ilustra o peso do futebol europeu nesta edição do Mundial.

Mbappé decisivo mesmo limitado

Apesar do desconforto físico, Mbappé fez a diferença mais uma vez contra o Marrocos. O camisa 10 balançou as redes após perder duas chances anteriores, mantendo sua condição de principal referência ofensiva da seleção francesa nesta Copa. A irregularidade pontual nas finalizações não esconde a consistência do atacante ao longo do torneio: ele segue sendo o jogador em torno do qual o esquema de Deschamps orbita, e qualquer dúvida sobre sua disponibilidade transforma-se automaticamente na maior pauta do futebol mundial. Sem uma data precisa para sua recuperação, o estafe médico da França trabalha contra o relógio, mas o clima no vestiário, segundo o próprio técnico, é de confiança.

Koné, Zaïre-Emery e a profundidade do elenco francês

Mbappé não foi o único jogador a sair do duelo contra o Marrocos com algum incômodo. Manu Koné encerrou a partida com uma pancada no joelho e cãibras, consequências naturais, na avaliação de Deschamps, de um calendário que exige rendimento máximo em janelas de tempo cada vez mais curtas. O técnico não demonstrou preocupação excessiva com o meio-campista, mas reconheceu o desgaste acumulado pela equipe. Em sentido oposto, Warren Zaïre-Emery foi uma das boas notícias da noite: o jovem fez sua primeira aparição no torneio ao entrar no segundo tempo e impressionou, reforçando a ideia de que a França tem qualidade e profundidade suficientes para competir em múltiplas frentes sem depender de um único jogador.

Três semifinais seguidas e a busca pelo título

Ao eliminar o Marrocos, a França igualou uma marca de consistência rara no futebol internacional: três semifinais consecutivas de Copa do Mundo. Deschamps fez questão de valorizar o feito, lembrando que chegar entre os quatro melhores do mundo nunca é algo que possa ser dado como certo, independentemente do nome que carrega o escudo. O técnico creditou o avanço à unidade do grupo e ao comprometimento de jogadores que, mesmo sem espaço regular na equipe, mantiveram o nível de entrega nos treinamentos e nas poucas oportunidades que tiveram. Agora, com os olhos voltados à semifinal, a pergunta que toda a França - e boa parte do mundo do futebol - quer ver respondida é simples: Mbappé estará em condições plenas? Se a palavra de Deschamps servir de guia, a resposta tende a ser sim.